quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Devaneios Frágeis
Renato me ligou, estava aflito, suas palavras eram atropeladas umas pelas outras, precisava me ver, perguntei o por quê mas ele só me disse pra estar lá sem falta, marcamos no parque as 21:00 e 20:30 eu já estava lá sabia que ele também estaria, de baixo de sua árvore favorita pude vê-lo, fumava um cigarro (certeza já deveria ser no mínimo o quinto) ao seu lado uma garrafa de vinho que assim como ele, esperava por mim, sorrateiramente me aproximei e fiquei ali de pé pelo menos um minuto antes que pudesse notar minha presença, ao me ver soltou um suspiro daqueles que soltamos quando ficamos aliviados e se apressou em me convidar a sentar ao seu lado, sem dizer uma única palavra abriu a garrafa tomou um longo gole e me ofereceu, terminou seu cigarro e não acendeu outro (sabia que a fumaça irritava meu nariz e ataca minha rinite)
-você precisava me ver!
-como assim Renato? vc que me chamou aqui!
-sim, te liguei pois sabia que precisava me ver
Por alguns instantes não entendi um pingo daquela maluquisse toda
-ah é? como vc sabe?
-não seja ridicula, me responda uma coisa, você está bem?
-mas é claro que estou!
Renato olhou fundo nos meus olhos e disse:
-eu sei que não está
e me deu um longo abraço, meu mundo rodou porque sim ele estava certo e em seu ombro me debulhei em lágrimas.
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2 comentários:
Conheço bem essa estória =)
Andrea Doria é a melhor! Dahora o blog!
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